Arquivo do Génio Esquecido

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Laboratório IA

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Conteúdo Experimental

O Laboratório IA é um espaço de ideias em construção. O que aqui se publica não representa versões finais, mas rascunhos partilhados.

O Laboratório IA reúne ideias em construção, abertas ao risco e à falha.
Textos, imagens ou sons nascem do cruzamento entre a máquina e a mão humana, nada é definitivo, tudo pede uma leitura atenta.

Texto Humano (versão longa)

O grande embuste do Facebook
O Facebook, e todas as plataformas que lhe seguiram a lógica, venderam-nos a mais perversa das ilusões. Não nos ofereceram um palco, criaram uma arena para o nosso sacrifício. A promessa foi tão simples quanto sedutora: “Vinde a nós, criadores, artistas e autores, e nós dar-vos-emos o mundo.” A Página, no passado foi vendida como um instrumento de comunicação e muitos criaram com afinco aquela que seria a nossa bandeira, o centro da nossa comunidade. Acreditámos na miragem. Investimos tempo, esforço e dinheiro na produção de conteúdos, na construção de um público. Fomos levados a crer que a audiência era nossa, que a ligação era propriedade nossa, um ativo.
O que se seguiu foi a confirmação de que os negócios mais sujos são os que se fazem sob a capa da benevolência. A plataforma, numa manobra fria e calculada, fechou a torneira do alcance orgânico das Páginas. O que antes era um fluxo livre de comunicação com os nossos seguidores tornou-se uma ribeira que mal corre. De repente, a audiência que conquistámos foi transformada em refém. Para fazer chegar conteúdo às pessoas que, por sua livre vontade, nos seguem, somos obrigados a pagar um resgate. O público não nos foi tirado, foi-nos sequestrado.
Isto não é um “novo modelo de negócio”, é uma extorsão digital de dimensão totalitária. A cultura, o pensamento crítico, a arte, tudo está reduzido a mero chamariz, um isco para anúncios pagos. O nosso trabalho, a nossa voz, o que antes era partilha, passou a ser um bem transacionável, um produto que temos de comprar de volta.
O crime é claro, o Facebook, ao criar a ilusão de comunidade e depois monetizar o acesso a tal comunidade, não só falhou na sua promessa, roubou a autonomia a todos os que acreditaram. O autor que se viu despojado, o artista que perdeu o público, não perdeu os seguidores, foram-lhe roubados pela própria plataforma que jurava servi-lo.
O que era espaço de partilha e liberdade de expressão está transformado em censura disfarçada de algoritmo. E o verdadeiro crime não está apenas no roubo financeiro, está no estabelecimento de um novo obscurantismo, onde a voz só se ouve se pagarmos um preço, ou seja, o anúncio. E é aqui que o preço é pago com a nossa Liberdade.

Texto IA (versão curta)

O Facebook ergueu impérios de páginas de autor com a promessa de proximidade e alcance. Incentivou escritores, artistas e pequenos criadores a reunir milhares de seguidores. Hoje, virou a chave, reduziu o alcance orgânico a quase nada e empurrou todos para o funil da publicidade paga. A plataforma transformou o capital simbólico em mercadoria de curta duração. Não é desinteresse do público, é manipulação algorítmica deliberada. O que ontem era palco para vozes independentes tornou-se montra de anúncios. O autor que acreditou na promessa vê-se agora invisível, não por falta de leitores, mas por imposição do próprio sistema.

Texto Curadoria (versão intermédia)

A Crónica do Grande Engano
O Facebook, e todas as plataformas que lhe seguiram a mesma lógica, venderam-nos a mais perversa das ilusões. Não nos ofereceram um palco, mas sim uma arena para o nosso sacrifício. A promessa foi tão simples quanto sedutora: “Vinde a nós, criadores, artistas e autores, e nós dar-vos-emos o mundo.” A página, instrumento de comunicação que criámos com afinco, seria a nossa bandeira, o centro da comunidade. Acreditámos na miragem. Investimos tempo, esforço e dinheiro na produção de conteúdos, na construção de um público. Fomos levados a crer que a audiência era nossa, que a ligação era nossa, um ativo.
Seguiu-se a confirmação, os negócios mais sujos fazem-se sob capa de benevolência. A plataforma, numa manobra fria, fechou a cortina e cobrou bilhete para voltar a entrar.